Era uma vez o novo milênio. Anos 2000. Faculdade Cásper Líbero, lá na Av. Paulista, no meio da bagunça que é São Paulo.

Foi nesse cenário que eu conheci a Clau. Estudamos jornalismo juntas. Menina de covinhas profundas <3, sorriso largo e contagiante – você já vai concordar comigo!

Eu sempre digo que amo Londres e que não planejo sair daqui. Mas a verdade é que ser expatriado não é muito fácil. E aí, na véspera do inverno chegar – época mais chatinha porque o senhor Sol se põe às 3h30 da tarde! – vem pra cá essa menina solar!

E 16 anos depois nos reencontramos em Londres, cada uma na sua própria aventura e com seus próprios desafios.

Que delícia foi ter uma amiga de quase 2 décadas assim pertinho por quase 1 ano! Passeios, jantares (segundo ela, a minha comida é a melhor de Londres :D), algumas trapalhadas* e muitas confidências.

Clau, me perdoa, mas vou ter que contar pelo menos uma trapalhada! O mundo precisa saber que você existe e quão enorme é sua capacidade de me fazer sorrir <3

Lá vai: uma noite marcamos de jantar num restaurante Thai. A Clau sugeriu um perto da casa dela, nos mandou o endereço e marcamos o horário. Muito inglesinha que sou, cheguei com o Fer um pouco antes do combinado. Restaurante vazioooo, só tínhamos nós e outra mesa. Passa 5 minutos… passa 10 minutos e nada! Ligo pra ela:

– Clau, cadê você?
– Tô chegando… cheguei! Cadê vocês?
– Estamos aqui dentro, perto da porta!
– Sério? Já entrei, procurei e não achei!
– Não é possível, não tem ninguém aqui, só a gente e outra mesa
– Ah, então acho que tô no lugar errado porque aqui está cheio!

Resumindo: ela é tão maluquete que ela escolhe o lugar, marca o jantar e vai pro lugar errado! hahahaha
Sério, num aguento! hahaha <3

Mas chegou a hora de novos desafios e a Clau vai voltar pro Brasil. Meu coração já tá pequenininho de saudade :( E os dias menos iluminados. Pelo menos ficam as fotos e as histórias pra gente sempre se recordar desse encontro delícia que tivemos <3 E também o lembrete de que amor de amigo quando é de verdade não se abala com tempo, distância ou frequência… ele tem a capacidade de hibernar em invernos glaciais e derreter todinho dentro de um sorriso.

Com vocês, meu solzinho:

♥,
S.

share/tweet/pin
  • Maimi da Sharon - Que lindeza de fotos! Retratam bem a amizade de vocês! Adorei!respondercancelar

Tem grávida linda? Tem!

Tem pai de olho azul? Tem!

Tem menino feliz cheio de cacho dourado? Tem!

Tem nomes diferentes pra pessoas que são únicas? Tem! Mamãe Nara, papai Camilo, irmão mais velho Dom e a pequena – ainda na barriga – Flora.

Que delícia fotografar gente que ama a vida! Obrigada, Nara, por me deixar participar de mais esse momento da historinha de vocês!

♥,
S.

share/tweet/pin
  • Maimi da Sharon - Ensaio maravilhoso! Essas fotos são um tesouro. E que essa família seja sempre muito feliz!respondercancelar

  • Marcela Vaz - Sharon, que trabalho mais lindo e verdadeiro.
    Parabéns, você consegue apresentar a vida de uma forma ainda mais encantadora.

    Com carinho,
    Marcelarespondercancelar

  • Luciana - De faltar o fôlego!respondercancelar

Receber os amigos, tomar chuva, ganhar beijo de sol. Compartilhar os caminhos, os cantinhos, vento no cabelo, frio no tornozelo, pensamentos. Nós entre nós, eles com eles – e com Ele também. Se entregar, misturar, desdobrar, papear. Ver a cidade. Amor de verdade.

♥,
S.

share/tweet/pin

Título confuso, né?

Mas é exatamente isso: ano passado eu cliquei um casamento como segunda fotógrafa pela primeira vez na vida!

Comecei essa coisa de registrar histórias de amor em 2005 e sempre fui primeira fotógrafa. Algumas vezes fotografei com amigos, mas ainda assim agia como primeira fotógrafa – nem sabia como fazer diferente!

Ano passado fiz um casamento em Londres pra uma fotógrafa que eu não conhecia e tinha um briefing todo certinho: fazer o making of do noivo com os padrinhos (tranquilo porque sempre me dou muito bem com meninos! E eles amaram ter uma fotógrafa ítalo-british-brasileira), fotografar a cerimônia e retratar convidados na igreja que, por sua vez, tinha um monte de regras. Só uma de nós poderia ficar no altar e na segunda metade da cerimônia não poderíamos clicar.

Fiquei bem restrita, sem muitas opções de ângulo e sem bons retratos do casal. Mas confesso que as limitações serviram como um desafio. Fiquei ainda mais atenta às coisas que estavam acontecendo pra não perder o momento. Como não dirigi nenhuma cena, me senti num exercício intenso de observação do agora.

Outra coisa que eu achei deliciosa foi a responsabilidade ser bem menor, eu tinha que garantir poucas fotos… então me permiti brincar mais, fotografar sem nenhuma luz externa – nem flash e nem LED na festa. O que me rendeu fotos borradas – algumas propositais e outras meio que no risco.

Amei a experiência de ser segunda fotógrafa! Dá uma olhada nas minha preferidas:

♥,
S.

share/tweet/pin